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O mar.

O mar esconde tudo. No meu caso esconde boas lembranças e inúmeros pensamentos. Cresci agarrada a ele no verão e no inverno. Era a ele que ouvia nas tardes de tempestade, era o cheiro dele que se sentia na minha rua, era ele que nos entretia nas longas férias de verão e o nosso companheiro nas tardes de passeio. Ao Domingo, havia sempre o mar para avistar da serra.

Eu cá acho que no inverno o mar é mais de cada um. No verão é dividido por tanta gente, que quase que parece que não se importa com quem realmente o acompanha todos os dias. Mas é mentira. Eu deixei de o acompanhar todos os dias e ele nunca se esqueceu de me guardar um lugar na sua imensidão, por mais pequeno que fosse.

Já não vivo perto dele, não porque não queira, mas porque quase que fui obrigada a deixar de o ver com os olhos. Vejo-o apenas no pensamento.

Hoje é fevereiro e ele ficou mais uma vez para trás depois de sete dias ao pé de mim outra vez. Fica mais uma memória para a extensa lista.

Todas elas têm banda sonora.

 

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