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Supernanny, ou Superestupidez no canal três?

Achei que fosse ver o programa e que não fosse concordar com rigorosamente nada, mas enganei-me, quando ela começou a explicar à mãe que as palmadas são humilhantes para a criança, e que nunca se devia bater, quase me emocionei. Afinal ainda existe muito o pensamento de que os pais podem bater nos filhos, apesar de reprovarmos, e bem também, os filhos que batem nos pais. Ou o marido que bateu na mulher. Ou o bêbedo que bateu na primeira pessoa que lhe apareceu à frente.

Para mim bater é errado, ponto. Sejam as circunstâncias quais forem, eu não concordo, acho que existem 1000 outras maneiras de resolver as situações. E sim eu também apanhei quando era pequena, e sim eu já dei uma palmada no rabo da minha filha, e provavelmente depois disso chorei ainda mais eu do que ela. Eu quero que ela me respeite como a respeito a ela – e não que tenha medo de mim.

Mas voltando ao programa, tudo o resto foi um bocado surreal, a exposição daquela menina foi completamente exagerada, ela foi perseguida por uma camera para todo o lado, até para o sítio que devia ser o seu porto seguro. Pelo menos eu lembro de olhar para o meu quarto como um forte onde nada podia entrar e me magoar, eu simplesmente estava segura ali. Passei 80% do programa com a boca aberta, porque não me saía da cabeça o desespero em que uma pessoa tem que estar para submeter os filhos a este tipo de reality show.

Todas a crianças, umas mais outras menos, são desafiantes, todas elas fazem cabelos brancos aos pais, todas testam os limites, todas sabem qual dos pais ou dos avós é que dá o bombom se ela pedir com olhos de carneirinho, mas elas vão crescer, e toda a ingenuidade e magia que as caracterizam vai acabar.

Eu acho uma excelente ideia as imagens dadas à menina a explicar a rotina, o que se deve e não fazer, o passar a auxiliar e não continuar a fazer tudo, o ursinho que a ia incentivando.

O que na minha opinião ficava melhor era a mãe numa espécie de consultório relatar o que se passava em casa, e depois receber dicas e ajuda, mas ser a mãe a fazer esse trabalho com a filha, sem estranhos dentro de casa, sem supernannys com cara de bruxa má. Mas claro que isso não trazia drama, nem choque aos telespectadores, e consequentemente a probabilidade das audiências serem imensas era reduzida.

#barbarasuperchocada

3 thoughts on “Supernanny, ou Superestupidez no canal três?”

  1. Eu não vi o programa, mas acho que também já não vejo estes canais a imenso tempo, apenas li no jornal, mas a minha sincera opinião, acho que é mais um programa da treta, infelizmente depois do que li tenho pena das crianças que estão a passar por isto, vou dar a minha opinião e até posso estar errada, como mãe que sou e a minha filha já vai fazer 11, penso que muitas vezes a educação vem desde pequeninos e muitos vezes os “pais” erram nesta etapa e deixam os meninos fazer tudo o que lhes apetece sem lhe imporem regras, eu também dei uma palmada no rabo da minha filha, mas rapidamente me arrependi e optei por outros métodos, o “castigo” cada vez que ela fazia alguma coisa errada ponha-a de castigo no quarto durante 20 segundos só para ela perceber que estava mal, com isto posso dizer que ela aprendeu e ainda hoje quando faz alguma coisa mal fica de castigo, uma situação que aconteceu aqui a dias foi, disse-lhe para preparar a mala para o ballet, acontece que preparou a mala mal, ligou-me a dizer que “tínhamos” um problema, e qual era, tinha se esquecido do body de ballet em casa, e eu disse-lhe que não a ia buscar para castigo ia assistir a aula de ballet, pois acreditem que depois disto vai sempre verificar 2 ou 3 vezes sem tem a mala pronta.

    1. O problema acho que veio mesmo de pequenina. Pelo que deu para perceber devido à separação dos pais a mãe tentou sempre dar-lhe e fazer-lhe as vontades demais. Só que acho incrível quererem mudar 7 anos de maus vícios em pouco tempo, são coisas que a meu ver dão trabalho e requerem para além tempo muita paciência.
      Eu nem acho que a sua atitude em relação à mala do ballet tenha sido um castigo mas sim uma consequência o que a meu ver é perfeito, ela foi responsabilizada e agora tem mais cuidado 🙂 Eu tento seguir e aplicar o que vou lendo sobre disciplina positiva, vou tentando sempre adaptar à personalidade da minha filha 🙂 e até ver não está a correr muito mal..
      Muito amor e muito tempo com os pais é fundamental 🙂
      Obrigada pela partilha da sua opinião 🙂

      1. Sim, concordo com tudo o que disse, e sim tento que ela tenha responsabilidade pelas as coisas delas, mas fui muito criticada principalmente pela a minha mãe que não concorda com o gesto porque ela é pequenina e tenho que verificar tudo o que ela faz, o meu marido contudo foi de acordo e disse que ela é que tinha que ser responsável pelas coisas dela e penso que é importante ambos os pais estarem de acordo. 😉

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