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Procrastinar!

Corria o ano de 1927 quando descobri o que queria dizer procrastinar. Naquela altura trabalhava numa gráfica, e decidi imprimir uma folha A3 a dizer “Não à procrastinação”, meti a folha mesmo em frente ao meu computador e ali ficou ela a lembrar-me como um mantra.
Parece que com o tempo me fui esquecendo de como é melhor ir fazendo logo as tarefas e não as deixar acumular. O pior exemplo de deixar andar que tenho é um quarto cá em casa que, por enquanto, ainda não está a ser utilizado. Então tenho o hábito de o entupir de coisas…

– Ah isto é para a cave mas só hoje deixo aqui no quarto do Matheus;

– Já há 4 cestos de roupa por passar? Não faz mal fica aqui no quarto do miúdo e se vier cá alguém nem se abre a porta;

– Ui, mais um computador para arranjar? Mete-se lá junto dos outros no quarto do miúdo.

Basicamente quase tudo o que entrava e não tinha sítio definido ia para lá, e tudo o que era para sair de casa mas não saía logo ia para lá também. Até que a semana passada foi atingido o limite. Já era tanta coisa que tinha que andar a saltar de um lado para o outro. Acabei por passar um dia inteiro a tratar de tudo.
E é este o maior problema de deixar andar, já sei que quando quiser arrumar demoro tanto tempo só nessa divisão como no resto da casa toda.. E então vou passando à porta e adiando a tarefa.

O meu nome é Bárbara e faz amanhã uma semana que não entupo o quarto do meu filho com coisas.
Agora é manter.

#barbaraproscrastinadora

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