Portugal marcado pelos fogos em 2017

15/01/2018 0 Por Fabiana Cruz

No ano que passou, como todos sabem, o nosso país foi novamente fustigado pelos incêndios quase que “típicos” na altura do Verão.

O dia do nascimento da minha filha, vai ficar sempre associado à tragédia de Pedrogão Grande. Os 5 dias em que estive na maternidade e que pegava no telemóvel para ver o que se passava no mundo, dava de caras com imagens horríveis e testemunhos que me partiam o coração. Sentia quase como se houvesse uma barreira entre uma extrema felicidade pela dádiva da vida e a enorme tristeza de assistir àquele desespero de quem sobreviveu para contar a história.

O facto de estar longe parece que ainda torna este tipo de acontecimentos mais difícil de digerir, acreditem em mim. Eu também senti angústia e revolta, apesar de não me ter afectado directamente.

Entretanto, depois de Pedrogão, sucederam-se outros não menos graves que tudo tiraram a muita gente. Coimbra foi o distrito mais afectado com mais de 113 mil hectares ardidos.

A minha vontade foi e continua a ser, a de ajudar de alguma forma quem mais precisa, mas honestamente não sei bem para onde me virar. Não vivo em Portugal, o que não ajuda nada, mas acredito que exista quem vive no Luxemburgo que partilhe comigo a mesma vontade.

A salientar que no passado Sábado, mais uma vez o fogo não deu tréguas. Parece que a causa do incêndio foi outra, mas a verdade é que Vila Nova da Rainha, Tondela perdeu 8 vidas mais uma vez para o fogo, o que me fez repensar na questão da ajuda.

Numa altura em que parece que o país se está a querer erguer, serão justas estas tragédias?